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Colaborar já

Out 15, 2014

Diferentes pressões são exercidas sob o time de Gestão de Suprimentos, a principal sendo custo. É fácil se perder em metas de curto prazo, economias instantâneas e não enxergar benefícios mais duradouros. Mas é preciso ter disciplina para não colocar em risco as significativas conquistas que a área de Supply Chain Management tem alcançado ao longo dos últimos anos. Essas conquistas resultaram, sobretudo, em um papel mais estratégico e menos operacional dos times de compras e logística.

É crescente o número de profissionais de Supply Chain que ganharam responsabilidades além de procurement ou logística e atuam em fases como serviços de pós-venda. Essa tendência indica que o Chief Supply Chain Officer (CSCO) agora precisa de ainda mais habilidades e melhor colaboração com as demais áreas. Em 2014, segundo o instituto de pesquisa Aberdeen, os diretores de Supply Chain adotaram ações estratégicas, tendo elas um ponto em comum: a colaboração.

A pesquisa mostra que, 69% dos líderes têm uma colaboração maior com fornecedores, enquanto com clientes, este número cai para 63%. O ponto chave é melhorar a forma como os departamentos colaboram e se integram. Quando se tem diferentes áreas funcionais envolvidas em um trabalho estratégico, é preciso lançar mão de tecnologias que facilitem a comunicação e troca de informações.

Embora o custo continue a ser a pressão mais significativa sentida pelo CSCO, ela é 7% mais fraca nas empresas com melhor desempenho em Supply Chain. Times mais bem sucedidos têm se mantido firmes no propósito de trocar o foco exclusivo em custo para um objetivo que envolva mais a estratégia de negócio. Esse objetivo já tem se refletido nas preocupações das empresas com melhor desempenho na cadeia de suprimentos. Segundo o Aberdeen, a demanda por mais serviços ao consumidor é a principal pressão para 33% das empresas.

Enquanto isso, o instituto Gartner publica anualmente um ranking das empresas com as melhores performances em Supply Chain. Em 2014, a gigante Apple liderou o estudo pelo quarto ano consecutivo, seguida por empresas como McDonald’s, Amazon e Unilever. De acordo com o Gartner, as empresas lideres tomam em conta as necessidades e comportamentos dos clientes para chegar a um “go-to-market”. Seguir esse exemplo das grandes corporações pode ajudar empresas de qualquer tamanho, inclusive a sua, na busca por uma melhor gestão da cadeia. Apresente soluções simples e de alta qualidade aos seus clientes, com serviços sob medida e levando em conta os gostos locais.

Isso se torna ainda mais urgente quando extrapolamos as paredes da empresa e pensamos em outra importante pressão que o CSCO vem sentindo: a crescente complexidade das operações globais. Nesse cenário, é fundamental encontrar e acessar rapidamente dados precisos e atualizados para tomar as decisões certas. Conforme conclusão da Aberdeen, 85% das empresas pretendem aumentar seu nível de visibilidade de ponta a ponta da sua cadeia de suprimentos.

Tempo e eficiência são fatores cada vez mais importantes. A menor visibilidade ao longo de uma cadeia global aumenta o risco de problemas na rede de fornecimento. Sistemas antigos eram construídos em um modelo regional, em que fornecedores estavam fisicamente próximos aos compradores. Era mais fácil gerenciá-los. Segundo o Gartner, uma importante força da Gestão da Cadeia de Suprimentos do McDonald’s é justamente sua impressionante colaboração com fornecedores, parte de uma filosofia de “never-stockout”, garantindo a inexistência de rupturas e estoques vazios.

Atualmente, um ponto crítico para estratégias de colaboração é garantir a boa comunicação e o acesso a dados apurados em tempo real. As operações tendem a vir de sistemas múltiplos, como e-mails, documentos impressos, etc. Muitos deles não conversam entre si. É fundamental colocar em uso soluções de tecnologia que simplifiquem a troca de informação e colaboração entre áreas internas e parceiros de negócios. Informações rápidas e corretas são essenciais para facilitar a correção de problemas, a rápida tomada de decisões e, finalmente, evitar rupturas na cadeia.