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O CIO que toda empresa precisa

Set 30, 2014

O papel de diretores de tecnologia vem mudando significativamente ao longo dos últimos anos. Nuvem, mobile, mídias sociais, big data e impressão 3D são algumas das novidades que estão transformando o cenário de TI. Quando tecnologia passa a ser uma função distribuída e gerenciada por diferentes pessoas em toda a empresa, CIOs ao mesmo tempo enfrentam novos desafios e ganham novas oportunidades.

Um bom exemplo das mudanças recentes é o significativo avanço da computação em nuvem. No total, 44% dos orçamentos de TI são gastos em computação em nuvem hoje, aumentando para 51% em 2015, segundo o IDG. Já é fato que a maneira com que soluções de tecnologia são distribuídas e acessadas mudou completamente com a nuvem. Os benefícios envolvem não só redução de custos e inovação, mas uma nova e melhor experiência dos usuários.

Outras das mais interessantes tecnologias modernas têm seu alcance muito além do território de TI e abrangem toda a empresa. Um exemplo é a impressão 3D: uma revolução industrial digital que permitirá fabricação de última geração e irá redefinir a forma como as empresas competem, segundo o instituto de pesquisa Gartner. Essa e outras tecnologias juntas trarão uma nova forma de fazer negócios e operar empresas.

Mas é preciso ter atenção. A adoção de novas tecnologias exige que o CIO esteja preparado para gerenciar seu impacto e captar os melhores resultados. Executivos que lideram o departamento de tecnologia podem facilmente se tornar obsoletos ou optar por abraçar a importante função de catalisar tantas mudanças. O CIO tem uma posição privilegiada para guiar a empresa e ajudá-la a trilhar com segurança o caminho desse novo ambiente digital.

Mas, para isso, algumas mudanças relevantes precisam ser aplicadas desde já na dinâmica de trabalho dos times de tecnologia. É comum que na maioria das organizações os profissionais dessa área passem a maior parte do seu dia “apagando incêndios” e dediquem pouco tempo para a inovação. Essa é uma armadilha fácil de se cair, mas fatal, quando falamos de um cenário em que inovação é um dos caminhos mais importantes para o sucesso das empresas.

Outra mudança urgente é trocar o foco da área de economia de custos para geração de valor. É um passo difícil já que, de acordo com o estudo State of the CIO 2014, 48% dos diretores de TI dizem que o departamento é percebido por outras áreas como um centro de custo ou provedor de serviços. Apenas 25% dos CIOs entrevistados disseram que o time de TI é percebido pelos colegas como um “game changer”, capaz de lançar novos produtos e abrir novos mercados. E embora o foco no cliente seja uma alta prioridade de negócio, quase metade dos CIOs tem dificuldade em passar essa mensagem para sua equipe de TI.

Melhorar esse cenário implica em parar de dizer não para solicitações de usuários e adotar uma postura mais investigativa, criativa e inovadora. Um exemplo é o fenômeno de consumerização de TI (quando funcionários utilizam seus devices pessoais para trabalhar). Se os profissionais já aparecem nas empresas com seus iPads e smartphones, restringir o uso é mais ineficiente e demanda mais esforço do que pensar de fato em soluções de gerenciamento e segurança que incluam esses aparelhos móveis.

Atitudes como essas vão mostrar que empresas não conseguem funcionar bem sem uma área estratégica de TI. Pelo contrário, com tantas mudanças, um bom CIO é peça fundamental para um salto competitivo em uma acirrada arena de negócios.