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O superprofissional de Supply Chain

Jul 07, 2014

Nas últimas duas décadas os departamentos de Compras e Logística das empresas passaram por grandes mudanças. Se antes eram vistos puramente como centros de custos, hoje ganham cada vez mais destaque e importância dentro do planejamento estratégico de uma organização. Com essa crescente importância veio um grande desafio: como conseguir profissionais de alto nível para atuar em funções cada vez mais desafiadoras?

Desde que o consumidor passou a ser o foco principal das empresas, as funções exercidas pelo time de Supply Chain se tornaram cruciais para o sucesso de um negócio. As companhias precisavam ganhar mercado sendo capazes de produzir aquilo que seus clientes desejavam, mas também entregando a eles no tempo, quantidade e local corretos, sem espaço para frustrações. Enquanto o time de Marketing e Vendas conquistaria clientes, times de Compras e Logística integrados e eficientes se tornavam um grande trunfo contra a concorrência.

Já que o Supply Chain se tornou um diferenciador competitivo tão relevante, era preciso contar com profissionais à altura dessa expectativa. Há 10 anos as empresas contratavam técnicos que dominavam atividades como planejamento de rotas, gestão de centros de distribuição e técnicas de negociação. Embora essas continuem sendo habilidades importantes, hoje os executivos de Supply Chain precisam ir além.

Exigências atuais envolvem ter uma visão que combine tática e estratégia. É preciso ter um time que enxergue o todo, que domine as capacidades técnicas e ainda encontre e desenvolva ações com impacto direto no resultado corporativo. Esses profissionais são ainda excelentes comunicadores, capazes de manter um diálogo constante não só com fornecedores, clientes e parceiros, mas também com as diferentes áreas dentro da própria empresa.

As decisões que envolvem a Cadeia de Suprimentos saíram dos bastidores e passaram a ser debatidas com o time de executivos seniores das companhias. Os líderes de Supply Chain hoje já fazem parte da alta liderança corporativa – ou em pouco tempo farão. Assim, é preciso que falem a mesma língua dos demais executivos. Isso implica em estar familiarizado com termos como EBTIDA, ROI e lucro econômico. É igualmente importante que falem a língua da tecnologia. Isso não implica em torná-los especialistas, mas que compreendam como as soluções tecnológicas podem alavancar seus esforços.

Todas essas qualificações resultam em uma combinação ainda com oferta muito baixa no mercado de trabalho. Por isso é tão importante fomentar iniciativas que construam um pipeline de talentos. Ações de sucesso envolvem novos cursos de especialização, treinamentos, reciclagem de conhecimento para profissionais e programas de estágios e trainees que fomentem vivência em diferentes áreas da empresa.